Polícia fecha duas fazendas de mineração de criptomoedas no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou um esquema de furto de cabos e energia elétrica na região rural de São Sebastião na última semana. De acordo com os investigadores, os criminosos usavam essa energia desviada para alimentar fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas, que estavam instaladas em imóveis tanto urbanos quanto rurais.
A operação foi planejada ao longo de 45 dias. O delegado Ronney Augusto Matsui revelou que os criminosos movimentavam cerca de R$ 100 mil por mês em energia furtada. A investigação já identificou os responsáveis diretos pelo crime, e as buscas continuam para localizar o líder do esquema.
No início da ação, os agentes encontraram o primeiro imóvel no Núcleo Rural Cava de Baixo. A perícia confirmou que a energia roubada sustentava a operação de diversos equipamentos digitais. Essa estrutura mostrava que os criminosos usavam tecnologias para dificultar o rastreamento dos lucros obtidos com suas atividades ilícitas.
Apreensão de hardware de mineração e impacto financeiro
Na segunda fase da operação, realizada no dia 8 de janeiro, a polícia descobriu um novo local com 47 equipamentos de mineração em funcionamento. Cada uma dessas máquinas pode valer cerca de R$ 5 mil, o que faz o total de itens apreendidos nessa unidade ultrapassar R$ 250 mil. A magnitude das operações indica que o grupo tinha uma estrutura bem organizada para atuar no mercado ilegal.
Além do furto de energia, os criminosos também estavam subtraindo cabos de transmissão de dados e telefonia, prejudicando serviços fundamentais para a comunidade local. A Polícia Civil está agora analisando os dados digitais encontrados nos equipamentos para entender melhor o destino das criptomoedas mineradas. Tudo leva a crer que eles tentavam operar fora do sistema financeiro tradicional, utilizando recursos públicos indiscriminadamente.
As autoridades identificaram Roberio de Oliveira Rocha como o mentor dessas operações clandestinas, e ele continua sendo procurado pela polícia após as batidas que encerraram as atividades das mineradoras ilegais na região.
Além de investigar os crimes de furto, a PCDF está apurando se existe uma organização criminosa por trás das atividades e se as criptomoedas mineradas eram usadas para financiar outras ações ilegais ou ocultar ganhos ilícitos. É importante destacar que minerar bitcoin em si não é ilegal no Brasil, mas utilizar métodos fraudulentos para alimentar os equipamentos pode resultar em penalidades severas.
A 30ª Delegacia prossegue com as investigações, buscando identificar outros envolvidos que garantiram o funcionamento dessa infraestrutura criminosa.





